terça-feira, 12 de julho de 2016

Desde bem pequena, eu desejo chegar ao topo daquela montanha. Olhando daqui de baixo, imagino a visão que terei lá do alto, o vale, o rio, a natureza, a luz do sol enfeitando o dia, as nuvens bem de perto como bolas de algodão. Parece tão simples, apenas subir e olhar. Mas se não for nada disso que imaginei. As vezes criamos expectativas maiores do que elas deveriam ser, hiper estimamos pessoas, momentos e lugares. E se não for nada disso, se for só uma visão romantica, uma ilusão?
Melhor subir, ter coragem e enfrentar todo esse medo ou ficar e não perder a esperança de um dia chegar lá e ser tudo aquilo que imaginei, deixar o desejo guardado no fundo de uma gaveta e não abrí-la mais.
A gaveta das coisas que não foram e que nunca irão...
A vida é um desafio que recomeçamos a cada amanhecer, é preciso ter coragem pra aceitar as coisas que não conseguimos mudar e ter fé pra que o tempo ou a distancia se encarregue e transforme tudo em esquecimento. A vida é feita pra seguir, sempre em frente..
Janaína Vieira

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Pode me chamar de gorda, esse adjetivo não me desqualifica, ser gordo não é um defeito, nem uma qualidade, ser gordo é meu jeito, minha forma, meu traço, meu compasso...

Ser gordo é ser tachado de preguiçoso, mesmo trabalhando 8 horas por dias, ser dona de casa, ser mãe, ser pai, ser irmã, ser mulher e tantas e por muitas vezes psicóloga.

Além de tudo isso ter que enfrentar a vida, ser apontada na rua, vista como doente em fase terminal, ignorada em lojas, explorada em lojas especializadas, se uma companhia indesejada no assento no ônibus e ser fragmentada e hostilizada por uma sociedade que tanto me exclui.

Quando eu resolvi me livrar dessas amarras, me empoderar do meu corpo gordo, me livrar dos conceitos e preconceitos que me foram impostos, pude superar todos os "nãos" que a vida me deu, assumir meu corpo, foi o passo mais difícil dessa caminhada.
Ser gorda é ser subjulgada e mesmo assim ter o otimismo de achar que nada é tão ruim que não possa melhorar.

Ser gorda é ver a beleza delineada em cada curva do corpo, desenhada em cada dobrinha, ressaltada pela grandiosa diversidade que o corpo gordo pode nos dá.

Ser gorda é ter um coração apaixonado, lotado de desejos, cheinho de amor, repleto de loucura, sedento, sede de tudo. Revestido de auto estima, protegido pelo amor próprio, fortalecido pela coragem de se jogar de cabeça em emoções fortes, em relações ardentes.

Ama e cuida do seu corpo, viva e aceite sua história, se olhe e enxergue suas perfeições, sua beleza. Sonhe e creia que podemos ser tudo o que quisermos, acorde e conquiste o seu espaço no mundo, se liberte dessa prisão que o preconceito nos impôs, recolha todas as pedras do caminho e construa a sua fortaleza, lá nenhum mal pode te alcançar.

Janaína Vieira




quinta-feira, 10 de setembro de 2015

"Sou uma gota ďágua, sou um grão de areia..."
Qual a nossa importância diante da imensidão de estrelas do céu?
Não sou muito, mas o pouco que sou me faz acreditar que minha vida não está passando inutilmente.
Sou imperfeita. Perfeito é o céu e seu infinito.
Qual a minha importância nessa imensa Terra? Sou mais uma na multidão, um átomo. 
Não sofro mais, nem menos, um livro, um capítulo, um parágrafo, uma frase, uma palavra, uma letra, mas nunca serei um ponto final.
Janaína Vieira
Me privei de muitas coisas, por que eu não cabia, era feia e nunca arranjaria ninguém por ser gorda.
A crueldade de quem nos impõe viver limitado, inferiorizado e destinado a solidão me atormentaram durante muito tempo.
Vestir uma roupa que não dá, me olhar no espelho e se amada eram coisas das quais eu não esperava ter na vida.
Marcada, fragmentada...
Marcas que nunca somem, cicatrizes que nunca saram, o tempo e a vida me levaram a caminhos bem diferentes, caminhos tortuosos, beirando o abismo e no fundo do poço em banhada pelo preconceito, me encontrei. Nesse encontro, pude me livrar de todos os estigmas e o que me salvou foi o amor próprio.
Depois disso pude perceber que em cada um de nós existe uma força tamanha capaz de transformar as adversidades em degraus e a cada degrau existem possibilidades. Mas é preciso ser agente da mudança que precisamos.
Não aceitar passivamente os nãos que a vida nos dá, não permitir que entrem nas nossas vidas e nos desestabilizem e não aceitar que digam que não cabemos.
Aceitar o preconceito, seja ele de qual for a natureza é permitir que nossos algozes permaneçam disseminando a maldade.
Seremos testados o tempo todo, mas qual é o limite desses ataques? Qual é o tamanho da sua fragilidade? Esses ataques nos ferem a alma e só quem é gordo sabe e compreendem cada palavra escrita aqui. Chega um momento que precisamos reagir, deixar de ser vitimas e começar a ser autor de uma nossa história.
Se te disserem que você não cabe, mostre que o que não cabe é o ódio, o que não cabe é a maldade, o que não cabe é o preconceito.
Juntos somos mais fortes e a única coisa que nos cabe é a liberdade de ser quem somos, cheinhos de amor e de da certeza que podemos ser tudo que quisermos ser.
Janaína Vieira


Ás vezes as pessoas precisam fazer uma limpeza mental, ficar um pouco sozinho, pra descobrir como é bom estar junto. Não ligar pras pequenas coisas, nem para as grandes coisas.
Ficar só e fazer uma analise interior. As pessoas tem medo da solidão e não sabem viver a dois. Estão inundadas com seu egoismo.
Não compreendem a simplicidade da vida, não sabem lidar com o não, seres pedantes, pequenos e frágeis.
Pessoas que não sabem jogar, porque pra jogar, tem que aprender a perder e a ganhar também.
Perder o que nunca teve, possuir o que nunca foi seu.
Rede de ilusão, abismo  que se joga sem perceber.
Janaína Vieira

quarta-feira, 15 de outubro de 2014



No Breu





No breu a única luz que existia, era a dos seus olhos.
No breu, entre sussurros e suspiros, era a sua boca que calava a minha boca.
No breu, o toque macio de sua mãos, acariciava o meu rosto. 
O arrepio suave da sua língua deslizando pelo meu pescoço.
No breu, o meu corpo só queria estar junto ao seu. 
Na defesa incerta de suas mãos ligeiras, despindo o meu corpo e devassando a minha alma.
No breu, o desejo resplandece, diante do turbilhão de emoções trocadas.
No breu, em meio a todas essas carícias loucas, te tenho ao alcance da minha boca, fome, luxúria e devaneio.
Até que me tire o ar, até que eu perca a cabeça, Até que você me aqueça, até que a loucura aconteça e meu corpo se entorpeça desse misto de sensações.


Janaína Vieira
15.10.2014

sexta-feira, 23 de novembro de 2012


Tudo o que sei...



Sei somente que preciso de você
Sei somente que é forte demais.
Sei somente que você alimenta a minha alma.
Sei somente que tudo é mais bonito, tudo tem mais cor.
Sei que o que sinto é um desejo permanente e que cresce sem cessar.
Me sufoca, me entorpece, me faz delirar e eu adoro.
Eu já buscava por você em meus melhores sonhos.
E você chegou...
A sua existência me faz acreditar que essa busca acabou afinal e que agora posso ser completa.
Amo conversar com você, me delicio com cada palavra sua e cada uma delas estão gravadas no meu coração.
Encontro você em cada canção que escuto, em tudo que faço, o tempo todo e em todos os momentos.
Eu te quero muito.
E a cada dia sou mais sua.

Janaína   Vieira

sábado, 27 de outubro de 2012




A sua pessoa


Quando eu menos esperava, chegou você.
A doçura do seu sorriso, o sabor da sua boca, o perfume do seu corpo e o toque macio de sua pele...
A sua pessoa mexeu comigo de um jeito.
Tornou sua presença imprescindível, transformou a vontade, em necessidade...
Necessidade dos seus beijos...
Necessidade do seu corpo...
Necessidade do seu cheiro...
Necessidade de você!
A sua pessoa fez de um talvez, uma oportunidade maravilhosa.
Carinha linda, sua ousadia me conquista a cada dia, ousadia que sacode o coração, alimenta a alma e transforma a calma num mar revolto de sensações. 


Janaína Vieira

Saltei

Eu estava no ninho, recebia rica farta comida no meu bico, até que eu  abri minhas asas e saltei  em busca do infinito.
No ar, minhas asas elevadas pelo vento, o vento no meu rosto, só quero seguir, nada podia me parar.
Um dia enquanto eu voava, um caçador se encantou por minhas asas e pelo meu canto, jamais tinha visto coisa tão extraordinariamente bela. Asas do amor, guiadas pelo som do coração. Pousei e dei  de cara com o caçador,que me observava.
Aquele olhar me deixou cativa, não pude mais voar, pois eu encontrei o infinito nesse olhar.
O amor me pegou e eu saltei em busca da felicidade.
Todos os dias eu esperava ele sair, só para sentir aquele olhar em mim, não precisava de mais nada, pois tudo estava contido no dono do meu amor.
Essa manhã ele não saiu, resolvi sobrevoar a sua cabana e quando olhei pela janela vi uma mulher, eles se tocavam, se beijavam e eu saltei no abismo da traição.
Voei cega, entre as árvores, nada me alcançava e eu fui...
Você era meu amor, minha paixão, minha vida e eu era o espírito dele.
De repente um estampido, não enxerguei mais nada, lembrei daquele olhar,comecei a cair e saltei...
Para a escuridão.


Janaína  Vieira


quarta-feira, 26 de setembro de 2012



Porto de amor


Pra você dedico toda a minha inspiração e essência da minha alma.
Gostaria de deixar bem claro que a minha saudade é toda sua, assim como todos os sentimentos que acompanham ela.
Me sinto um barco a vela a navegar, o vento me leva num sopro suave. 
Diante de mim o mar... Imenso azul e só por você desejo ancorar.
A onda do amor me leva, me faz descobrir maravilhas, corro riscos, fujo das armadilhas. Somente a tempestade do ciúme me cega, me enfurece, me deixa a deriva.
Um sentimento de abandono, de angustia, solidão...
As ondas do ciúme me lançam para longe do meu destino, do meu porto, de você.
À deriva, só eu e o mar e a escuridão.
Amanheceu, a tempestade se foi. Diante de mim  a luz do sol, a calmaria...
Atravessei o mar e seus perigos, procurando meu cais.
Cá onde estou, avisto o meu porto, porto seguro, porto de amor...
Enfim terminei minha busca...
Ancoro o meu coração, desembarco em você e encontro a minha paz...

Janaína Vieira
26/09/2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ano novo

Fogos se agitam no céu, anunciando o ano que se inicia.
Multidão em alvoroço...
Felizes, emocionados, esperançosos...
Multidão, solidão...
Por que no meio de tanta gente a solidão me persegue?
Por que o poeta chora? Silencioso, magoado...
Sinto culpa, sinto tristeza...
Vejo perdida todas as minhas ilusões.
Por um instante esqueço a beleza dos fogos no céu, que se agitam.
Tento deixar nessa praia todo o meu sofrimento, mas não tem jeito...
Ele vive comigo e eu vivo por ele.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011





Tenho que ir, por que eu não posso mais ficar.
Meu coração pobre de sentimentos por um tempo voltou a acreditar que o amor existe.
Meu pobre coração estava livre e você chegou e o cativou, porém não cativou direito.
A vida te ensinou pobre coração que o amor não sobrevive sem a cegueira, quando enxergamos o amor ele se torna frágil demais.
Amor puro foi o que você dedicou, a última gota da fonte dos sentimentos que existia dentro de ti você doou.
Amor breve, porém marcante, vivo e vibrante.
Pobre coração você não tem forças pra arrancá-lo de ti, dedicaste cada instante do seu pulsar, cada minuto do seu sonhar, cada segundo do seu pensar, cada hora do seu viver, por alguém que nunca ligou em te querer.

Janaína Vieira
08/08/11

terça-feira, 15 de novembro de 2011


Canções de nós dois

Tanto-tanto, na cor do arco-íris, no breu, na obscuridade, onde o dedo do tempo e Deus possa me ouvir. Fico iluminado, quando encontro aquela estrela, corro contra o tempo, buscando o melhor lugar.
Apesar de cigano, nem um dia posso passar sem o seu infinito amor, meu bem-querer, eu pensei que você fosse o céu.
No baile dos anjos, somos românticos, me transformo em luar, com a memória do prazer, devaneio.
Amanheceu, no edifício no meio do mundo, estou em órbita, leve, sob os raios da manhã.
Do jeito que for, em tudo que é belo, tudo ilusão, tudo que tenho.
Á meia luz, vejo os seus olhos de nunca mais, que olha e não me olha, olhos de Ísis, bem ou mal, delicadeza, solidão.
No encontro das águas, eu não sei quase nada do mar, a luz do sol queima meu rosto.
Foi à saudade que me trouxe até aqui no trem da vida, tudo que eu tenho é um quase amor.
Pode ser? Por nós?
Um final feliz.

Janaína Vieira