No Breu
No breu a única luz que existia, era a dos seus olhos.
No breu, entre sussurros e suspiros, era a sua boca que calava a minha boca.
No breu, o toque macio de sua mãos, acariciava o meu rosto.
O arrepio suave da sua língua deslizando pelo meu pescoço.
No breu, o meu corpo só queria estar junto ao seu.
Na defesa incerta de suas mãos ligeiras, despindo o meu corpo e devassando a minha alma.
No breu, o desejo resplandece, diante do turbilhão de emoções trocadas.
No breu, em meio a todas essas carícias loucas, te tenho ao alcance da minha boca, fome, luxúria e devaneio.
Até que me tire o ar, até que eu perca a cabeça, Até que você me aqueça, até que a loucura aconteça e meu corpo se entorpeça desse misto de sensações.
Janaína Vieira
15.10.2014
