terça-feira, 15 de novembro de 2011


Canções de nós dois

Tanto-tanto, na cor do arco-íris, no breu, na obscuridade, onde o dedo do tempo e Deus possa me ouvir. Fico iluminado, quando encontro aquela estrela, corro contra o tempo, buscando o melhor lugar.
Apesar de cigano, nem um dia posso passar sem o seu infinito amor, meu bem-querer, eu pensei que você fosse o céu.
No baile dos anjos, somos românticos, me transformo em luar, com a memória do prazer, devaneio.
Amanheceu, no edifício no meio do mundo, estou em órbita, leve, sob os raios da manhã.
Do jeito que for, em tudo que é belo, tudo ilusão, tudo que tenho.
Á meia luz, vejo os seus olhos de nunca mais, que olha e não me olha, olhos de Ísis, bem ou mal, delicadeza, solidão.
No encontro das águas, eu não sei quase nada do mar, a luz do sol queima meu rosto.
Foi à saudade que me trouxe até aqui no trem da vida, tudo que eu tenho é um quase amor.
Pode ser? Por nós?
Um final feliz.

Janaína Vieira